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Catarata


O termo “catarata” é dado para qualquer tipo de perda de transparência do cristalino, uma das lentes do nosso olho e pode causar ou não prejuízos à visão.


Catarata acomete principalmente pessoas acima dos 50 anos e é a maior causa de cegueira tratável (no mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde, há 45 milhões de cegos no mundo, dos quais 40% são devidos à catarata.


É uma doença multifatorial e pode ser congênita ou adquirida. A causa mais comum da catarata é o envelhecimento do cristalino que ocorre pela idade, denominada de catarata senil. Porém também poderá estar associada a alterações metabólicas que ocorrem em certas doenças sistêmicas (ex. Diabetes), oculares (ex. uveíte), tabagismo, alcoolismo, secundária ao uso de certos medicamentos (ex. corticoides) ou a trauma ocular.


O principal sintoma é a visão embaçada, como se a pessoa estivesse olhando por um vidro opaco. Existem outros sinais que podem ser notados pelos pacientes como alteração contínua do grau dos óculos, maior sensibilidade à luz, espalhamento dos reflexos ao redor das luzes e percepção que as cores estão desbotadas.


Quando a catarata interfere nas atividades normais do indivíduo, o cristalino opaco pode ser substituído por lentes artificiais transparentes. A cirurgia é o único tratamento eficaz para a catarata.

A cirurgia da catarata consiste da remoção do cristalino opaco e sua substituição por uma prótese transparente (lente intraocular) e é denominada facectomia com implante de lente intraocular.


A cirurgia de catarata é a cirurgia mais realizada na oftalmologia e foi uma das técnicas cirúrgicas que mais evoluiu nas últimas décadas, aumentando cada vez mais os índices de sucesso e segurança do procedimento. Atualmente, a incisão é de cerca de dois milímetros, a catarata é emulsificada (fragmentada) em pequenos pedaços , aspirada por um aparelho chamado de facoemulsificador e a lente intraocular, que é dobrável, é inserida delicadamente dentro do olho e lá vai permanecer para sempre.


A saúde geral e ocular do paciente, bem como sua história familiar, são fatores que influenciam diretamente o resultado cirúrgico. Além disso, é fundamental que o paciente siga as orientações pré e pós operatórias de seu oftalmologista para aumentar a segurança da cirurgia.


A cirurgia de catarata é realizada sob anestesia local e geralmente se realiza uma sedação para proporcionar maior conforto ao paciente.


A cirurgia poderá ser realizada em clínicas (day hospital) desde que estas ofereçam infraestrutura adequada para que o anestesista trabalhe com segurança e logística de retaguarda hospitalar bem definida para casos onde ocorra a necessidade de maior suporte.


Na técnica moderna desta cirurgia, o laser de femtossegundo pode ser usado para realizar alguns passos da cirurgia, como a confecção das incisões, a retirada de uma parte da membrana que envolve o cristalino e a fragmentação da catarata, mas a aspiração dos fragmentos será realizada através do facoemulsificador.

O tratamento mais eficaz da catarata é a realização de uma cirurgia que remove o cristalino opaco e a substitui por uma lente artificial, a lente intra ocular (LIO). A LIO é uma pequena lente com grau. No momento do implante, aproveita-se para também melhorar ou diminuir o astigmatismo, a miopia, a hipermetropia ou até a presbiopia (visão de perto após os 40 anos).


Apesar de ser um procedimento simples e bastante popular, muitas pessoas ficam em dúvida quando falamos das opções de lentes intraoculares que podem ser colocadas para melhorar a qualidade da visão.
Exames como a topografia de córnea, retinografia, acuidade visual a laser (PAM), ultrassom, tomografia de coerência óptica entre outros, ajudam o seu médico a sugerir as opções mais adequadas e assim, o paciente escolher a melhor opção.


Antigamente, a principal distinção dizia respeito à maleabilidade da lente que poderia ser rígida ou flexível.


A lente rígida ou não dobráveis têm sido evitadas porque, além de exigir uma incisão quase três vezes maior, exige também um pós operatório mais complicado e pode deixar um certo grau de astigmatismo no paciente.


Preferidas por profissionais e pacientes, a lente flexível pode ser dobrada no momento da colocação, contribuindo para que seja feita uma incisão pequena. Podendo também corrigir outros problemas de visão, essas lentes dispensam a necessidade de pontos, o que facilita a recuperação ( cicatrização).


Existem diversos tipos de lente. As lentes monofocais, corrigem somente a visão de longe, relacionada com a miopia e a hipermetropia. As tóricas, corrigem a visão de longe relacionada com a miopia, a hipermetropia e também o astigmatismo. Por último, as multifocais, melhoram a visão de longe e de perto, trazendo uma maior independência dos óculos.

Uma vez retirada e substituída por uma lente intraocular, a catarata não voltará mais. O que pode ocorrer em alguns casos é um processo de fibrose e perda gradativa da transparência na membrana (saco capsular do cristalino) que serve como suporte para lente intraocular.


Dependendo da intensidade dessa fibrose a membrana pode se tornar opaca, prejudicando a visão. Pode ocorrer meses ou até mesmo anos após a cirurgia.


Para resolver essa opacidade é recomendado um procedimento denominado de capsulotomia por Yag LASER.


Muitas pessoas acreditam que esse procedimento trata-se de uma “limpeza da lente intra ocular”, mas na verdade, a lente permanece limpa e transparente. É a cápsula do cristalino, que envolve a lente intra ocular que necessita ser removida para que a visão se restabeleça.


A aplicação deste laser consiste em realizar uma abertura na cápsula fibrosada, através da qual a imagem voltará a passar livremente até a retina, proporcionando uma melhora visual muito importante.


O tratamento é indolor, feito ambulatorialmente com o uso de colírio anestésico, após a dilatação da pupila, e irá proporcionar uma grande melhora visual após a sua realização.


Fonte: BRASCRS